Manutenção de Redes Incêndio Versão para impressão Enviar por E-mail

      

  Como facilmente se constatará a constituição destas brigadas visa a intervenção eficaz  just in time na eclosão de incêndios, exigindo para além da formação adequada, a realização de simulacros para aplicação rotineira de procedimentos e actuações a ter em caso de sinistro, devendo para isso existir equipamento profissional para combate a incêndios. Brigadas bem equipadas, bem treinadas, com hierarquia definida em organograma tornam-se, sem margem para dúvidas, altamente eficazes.

A intervenção imediata logo após a detecção de um sinistro ainda no seu início, por exemplo um incêndio ou derrame de líquidos perigosos, carece de equipamentos específicos para extinção ou contenção, sendo de referir que em empresas especificas é muito natural que as pessoas mais conhecedoras da forma de combater incêndios ou outros tipos de acidentes relacionados com os produtos manuseados ou produzidos, pertençam aos quadros das próprias empresas, pelo que a sua acção se reveste de importância vital, inclusive como forma de garantir a salvaguarda das equipas de socorro externas já que exige pessoal altamente treinado e equipamento sofisticado, devendo por isso a empresa definir o grau de autonomia ou dependência de entidades exteriores relativamente ao controlo de uma emergência.

As redes de incêndio armadas são canalizações fixas e rígidas em carga, instaladas nos edifícios, associadas a bocas-de-incêndio armadas que permitem uma primeira e rápida intervenção em caso de incêndio. Uma instalação deste tipo é constituída por fonte de alimentação, uma coluna em carga e bocas-de-incêndio armadas. As bocas-de-incêndio armadas devem  posicionar-se junto das saídas dos edifícios e nas circulações horizontais comuns, junto aos acessos ás escadas.

O número e a localização das bocas-de-incêndio a instalar deve ter em linha de conta todas as zonas do local a proteger, devem ser cobertas pelo menos por uma boca-de-incêndio. A distância medida ao eixo das circulações comuns entre bocas-de-incêndio deve de ser inferior a 40 metros, de modo que os jactos das mesmas possam entrecruzar-se.

A tubagem deve de ser em aço série média, sem costura de preferência com ligações ranhuradas e protegida exteriormente contra a corrosão, devendo para tal ser pintada (vermelho RAL 3000), sendo de considerar os seguintes diâmetros:

50mm, para alimentar 1 a 2 bocas de 45/50mm
65mm, para alimentar 3 a 6 bocas de 45/50mm
80mm, para alimentar 6 ou mais bocas de 45/50mm

 

O conjunto que constitui a rede deve de ser testado com uma pressão superior á pressão de utilização.

As fontes de alimentação da rede de incêndios armada deverá alimentar simultaneamente pelo menos metade das bocas de incêndio existentes, com um máximo de quatro, de forma que a boca hidraulicamente mais desfavorável garanta uma pressão de serviço  não inferior a 2,5 Kg/cm2, devendo a mesma assegurar uma autonomia mínima de uma hora e um caudal instantâneo de 3,0L/s nas bocas de incêndio do tipo teatro (45/50mm) e 1,5 L/s nas de tipo carretel (0.25mm).

A alimentação da rede deve ser realizada através de ramal de ligação à rede pública, sistema hidropneumático, sistema autónomo, constituído por um reservatório de acumulação equipado com um grupo de bombagem (sistema mais recomendado).

Contudo e em paralelo com qualquer das fontes de alimentação é aconselhável instalar uma alimentação siamesa que permita o abastecimento com os meios dos bombeiros.